Sunday, February 22, 2015

Zara

- Andas-me a trair muito com essa tal de Zara.
- É porque se veste bem e sai barata.

lente de contacto

- Está a sair-me uma lente de contacto.
- Está a fazer mau contacto.

espertacular

- Vês que eu sou esperta?
- És espertacular!

quero levá-la

Vi a minha namorada a descansar num artigo de loja de mobiliário, dirigi-me a ela e disse:
- Não sei se é aqui da loja, mas quero levá-la para casa.

Thursday, February 12, 2015

Tuesday, February 10, 2015

Poema com faringite

"Beija-me antes. Para que adormeça de longe e escreva a tua boca nestes escritos. Quando te afastas fica a faringe fabulosa do teu corpo. Fica,esta vida de palavras que te dou, como esta certeza de mim mesma, eu, nua e livre num bosque, deflagradora: amor, nós e este tempo urdindo a textura da pele dum Domingo."
Ana Maria Domingues

Eu: A minha namorada pergunta se este texto é sadomasoquista.

Ana Maria Domingues: Ricardo Moura, acho o seu comentário tão desadequado e infeliz quanto a pergunta da sua namorada.

Eu: A Ana vai perdoar-me a ousadia, mas toda a poesia está aberta à livre interpretação do leitor, pelo que o meu comentário nunca poderá ser desadequado. A infidelidade na leitura em relação à intenção do autor é culpa partilhada.

Pergunto-me se a referência concreta a uma parafilia é suficiente para infelicitá-lo. Em tempos de sucesso de obras como As Cinquenta Sombras de Grey, que esta semana passa do papel à tela, imaginei que a tolerância para com os géneros malditos estivesse mais solta. Aliás, famoso ficou o Marquês de Sade pela invenção do sadismo e Leopold von Sacher-Masoch do masoquismo, dois expoentes inegáveis da literatura da sua época.

À expressão « faringe fabulosa do teu corpo», reagiu a minha namorada com a observação de que a única presença da faringe no amor carnal se encontra na prática da asfixia. A Ana banhava-se, eventualmente, apenas no simplismo das aliterações desguarnecidas, mas nada mais natural do que o leitor criar imagens mentais sobre o objecto lido.

Tuesday, February 3, 2015

os cotovelos e a quantificação do amor

- Falas pelos cotovelos.
- Hummm... Felizmente por vezes tu também...
- Se souber do assunto e estiver bem disposto.
- Tu sabes sobre tudo
- Sei que te amo. Mas não o quanto. Porque é sempre mais a cada dia que passa
- Idem. E idem. Cada vez sinto te mais parte de mim. E que não te quero mesmo perder. AMO-TE E AMO-TE E AMO-TE.



o silêncio e os cotovelos

- Posso não dizer logo o que me incomoda, mas não fico calado muito tempo. Só não quero dizer as coisas a quente, porque pode gerar discussões desnecessárias. Se considerar que o que me chateou é irrelevante, esqueço o assunto. Caso contrário, abordo-o.
- Eu também fico calada muitas vezes. Geralmente o que acontece é que ninguém repara
- Eu reparo. Quer dizer que se passa algo de errado com os teus cotovelos.

Total Pageviews

There was an error in this gadget

Followers

Blog Archive