Tuesday, February 26, 2013

a cruz e a espada

O caixilho tanto se apresenta como uma cruz e uma espada, colocada entre ti e o desconhecido em chamas, demónio que vem para devorar-te e tem o caminho facilitado pela ruptura no vidro, não imediatamente perceptível a quem tem de defender o forte, alerta ou o fim está próximo. Um quarenta e cinco rotações perdeu o rumo, entoa ao inverso adulações à besta. A lareira refulge, mas o seu calor já foi mais quente, o seu lume mais brilhante. Tempos mais difíceis já chegaram.
foto de Filipe Lopes, in PlayBleu

Sunday, February 24, 2013

lasanha de cavalo

O estranho caso do cavalo chamado lasanha


Grândola

Quem não gosta de ouvir a Grândola em lugares públicos, devia cantar por cima outra canção mais do seu agrado.


Friday, February 22, 2013

Peso

Ah, já estou finalmente a equilibrar o peso e a ganhar a forma que tinha antes do Natal. Janeiro foi mês de chuvas e frio e nem me apercebi de que tinha entrado em hibernação mas, com exercício e melhor alimentação, já está tudo a compor-se, que eu não brinco em serviço. O mal foram as férias.


Wednesday, February 20, 2013

Holograma na Relva

Depois de abandonar o ISCTE ao som da canção Grândola Vila Morena


Para partilhar com aquele(a) que ama


I MADE THIS. O meu primeiro même. 

Podem partilhar com aquele(a) que amam.

Para partilhar com aquele(a) que sabes que te ama


I MADE THIS. O meu segundo même. 

Podem partilhar com aquele(a) que sabem que vos ama.

luzes pestanejantes

Na minha casa fria às escuras,
Muitas vezes me interrogo
Sobre o calor da felicidade.
Desconfio das luzes que se acendem,
Observando-as enquanto pestanejam,
Apostando no tempo
Que subsistirão.




Tuesday, February 19, 2013

E deitado

Há muitos anos, ocorreu-me, numa consulta de oftalmologia, não conseguir identificar uma letra. O médico bateu insistentemente com a vareta no placar, mas a minha resposta final foi:

- Se isso é uma letra, não sei qual seja.

Desistiu, irritado, e resmungou que se tratava de um E deitado, como se isso fosse evidente para quem se esforçava por reconhecer uma letra de pé.


(des)enquadrada

- Sinto-me desenquadrada.
- Serei a tua moldura se precisares, serei mais tela se preferires.


Saturday, February 16, 2013

morte de um boneco de neve

- Ouvir essa estação de rádio já me desespera, é só Sigur Ros e Amor I love you, da Marisa Monte. De cada vez que escuto um anúncio ou bandas repetidas ad nauseum, um boneco de neve morre em Budapeste.
- Um boneco de neve que se perde é uma cenoura que se ganha.


boa pessoa

- Tu és boa pessoa.
- Lá no fundo, no fundo...
- Não, vê-se que és.


caixas

Gosto de comprar caixas
Para organizar os pensamentos
Mas depois não sei que pensamento
Por em cada caixa


Tuesday, February 12, 2013

Tu não és normal

Disseram-me que não sou normal, mas continuo convencido de que não é um defeito.


Sunday, February 10, 2013

Friday, February 8, 2013

água fria em pele de veludo

- Eu tomo duche de água fria todos os dias, há quem diga que é o segredo para uma pele de veludo... 
- Que eu me aproveite desse teu segredo, mas apenas de forma indirecta.



dois gatos um novelo

Somos como dois gatos a brincar com um novelo e o novelo é o outro gato. Mas sabe bem, é como receber uma massagem com as unhas.


Wednesday, February 6, 2013

Pessoas que fazem filmes

Pessoas que fazem filmes. Perguntam-te como estás. Dizes que vais andando. Perguntam-te o que se passa. Dizes que não se passa nada. Perguntam-te se estás zangado com elas ou com o mundo. Ainda não estás, mas é dar tempo ao tempo.


S. Valentim

Procura-se 

mulher atraente para simular relacionamento 
durante algumas horas do dia 14 de Fevereiro. 

Haverá lugar a troca de prendas. 

Continuidade de relacionamento 
dependente do aproveitamento nesta data.



Monday, February 4, 2013

Nous nous tutuyons déjà?

Hoje perguntaram-me "Nous nous tutuyons déjà?" e levei alguns segundos a traduzir. Mas valeu bem a pena.


Viajar

- Já sei porque é que são permitidas facas nas refeições a bordo. É que estas entortam-se até a barrar manteiga.
- Viajas muito?
- Todas as noites.
- E para onde vais?
- Não faço ideia. Apanho sempre o avião que estiver a partir.


Ler-me

- O que queres saber?
- Sobre ti? Aquilo que fores contando. Realidade ou ficção, a escolha é tua.
- As duas misturam-se muito. Encontras-me naquilo que escrevo. Já começaste a ler-me?
- E tu, já começaste a ler-me?
- Cada linha.


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