Tuesday, March 30, 2010

copo d'água

Fui a um casamento de cujo copo d'água saí com fome, em vez de empanturrado. Moral da história?


Procura-se

MULHER que respire cinema e aprecie bandas sonoras,


saiba rir de boca aberta e cabeça para trás, contagiando pelo sentido de humor

tenha poder de encaixe e de resposta rápida,

cultive o gosto da leitura e quem sabe da escrita,

sinta a necessidade de exercitar-se ao ar livre em desportos como o jogging e a natação,

torça o nariz a discotecas barulhentas mas se perca por conversas de horas,

tenha um discurso fluido, mas reconheça o valor do silêncio confortável

queira dar e receber, na cama, no chão e em cima de todos os electrodomésticos que vibrem



(tentei evitar lugares comuns como passeios de mãos dadas pela praia
sob a suave brisa de um erisdicente pôr-do-sol, mas há lamechices que serão muito apreciadas e compensadas)



PS - A idade não é problema, mas as rugas serão tidas em conta



lost boy

"I am on the loose as an exponential sexual predator (just let me laugh at my own fake bravado), I prowl the clubs and the discos, I probe the young girls necks with my canines, I move on, I can’t stop, I haven’t found the one I want and need, their blood tastes funny and I feel permanently sick. When’s this gonna stop? Probably when I wake up."

macgyver

Os mais talentosos recursos de McGyver podem ser encontrados neste link do Wikipedia.

http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_problems_solved_by_MacGyver

Nunca se sabe o que podem fazer com uma pastilha elástica, duas pilhas AA e um preservativo furado...


Outro link engraçado é este, com todos os truques do MacGyver, episódio a episódio.
http://groups.myspace.com/MacGyverWorld

AGORA, A PERGUNTA A QUE POUCOS SABEM RESPONDER:
QUAL O PRIMEIRO NOME DE MACGYVER?


cinismo

Mesmo que queiramos, é impossível matar a parte cínica que há em nós.

É como no final dos filmes de terror, mesmo depois de morta mil e uma vezes, regressa sempre para uma gargalhada que deixa tudo em suspenso...

Mas quem é que quer matar uma das nossas características mais preciosas? A habilidade de passar por cima de tudo o que nos fere com um sorriso nos lábios...


cold turkey vomit tongue passionate kiss

Acho que me consideraria um cineasta se fosse capaz de realizar uma cena na qual um casal de junkies passa pelo cold turkey junto e os dois se beijam apaixonadamente com a boca cheia de grumos de vómito – se conseguisse que a cena parecesse verdadeiramente tocante, ou até um nadinha sexy...

...valeria a pena ser conhecido como o autor dessa cena memorável...


Manuela

É o tipo de mulher de quem posso dizer “É bastante atraente, mas não me sinto sexualmente atraído”.
...

OK, mau exemplo.

passar de ano

se mereceste, mereceste.
se não mereceste, ainda sabe melhor.


Poderá um decorador de interiores não ser gay?

O título pode ser enganador, desde já vos aviso.

Nos últimos três dias, remodelei totalmente a minha sala, i.é, o quarto, e o quarto, i.é, a sala, duas vezes.

Antes que o texto fique confuso, deixem-me explicar o que gostava que a minha casa tivesse: uma sala cheia de estilo, onde pudesse entreter os meus amigos em noitadas madrugada fora; um quarto simples e utilitário, com o único objectivo de dormir e guardar a roupa; um escritório, onde pudesse receber os clientes que não são do escritório; e um ginásio, onde pudesse guardar e usar todos os pesos e apetrechos de musculação que amontoei ao longo dos anos.

Para cumprir esse objectivo, faltam-me duas assoalhadas. Uma maçada. Portanto, reduzi os meus sonhos à castradora realidade e optei pelo básico: um quarto e uma sala. Voilá.

Mas fartei-me de ter os equipamentos de ginástica atafulhados na cozinha, não ter escritório, e a sala ser agradável mas não corresponder ao ideal. Não é que pudesse fazer muito em relação ao espaço, senão renová-lo.

De mangas arregaçadas (na verdade, estava de tronco nu, mas não vos quero a todas com as hormonas aos saltos), atirei a cama para a sala e metade da mobília da sala para o quarto (é bem mas difícil para as costas fazê-lo do que parece) e meti a mesa da cozinha (que estava num canto da sala) para o quarto, e mudei a ordem aos objectos, alterando deste modo o impacto visual e a funcionalidade dos espaços.

Agora tenho o quarto onde antes era a sala e um escritório onde antes tinha o quarto. Continuará a haver polivalência no quarto, - que agora é mais espaçoso - e o escritório será um espaço intocado, sempre asseado e a usar apenas em momentos zen, jantares românticos e reuniões com presumíveis clientes. Sim, porque ficou acolhedor, não é impessoal e frio como muitos escritórios.

Mas o meu mundo passará a ser no quarto/sala/ginásio, que também ficou bastante jeitoso. É lá que está a TV de 72cm de diâmetro, a TV Cabo, o hi-fi, o VCR e o DVD. E as minhas esculturas coleccionáveis da Neca e do McFarlaine. Será neste quarto/sala/ginásio que se realizarão as noitadas - com a cama como interveniente, mesmo à mão. Tem potencialidades.

Assim que imortalizar este esforço com fotos, tenho de me lembrar de espetar aqui algumas. A coisa está a compor-se.


pelota por casa

Adoro andar em pelota por casa. Mesmo com badalo, até das cuecas prescindo.
Adoro o verão. Suo que me farto, por isso fico mais elegante.
Detesto dançar. Normalmente ligo o piloto automático e lá fico no meio dos outros, a perguntar-me porque nunca passam as músicas que gosto.
Adorava ver-te de sandálias e calças de ganga. Adorava ver-te. Não sei o que digo. Talvez num jantar dos teus. Continuo a não saber o que digo. Mas lá me vou fazendo convidado.

ideal para os dias de maior calor

Aqui vem uma boa ideia!
Sabem como, nestes dias quentes de verão, ainda vamos nos primeiros passos porta fora e a camisa, T-shirt ou whatever já tem um alvo marcado à volta das axilas ("sovacos", para quem não lê policiais dos anos 70)? Primeiro é a nódoa, depois o cheiro...
Quem usa desodorizante sabe que este nem sempre é o melhor método. Primeiro, porque os desodorizantes por vezes contribuem para a nódoa. Os roll-ons parecem criar uma camada de nhanha desconfortável. Os sprays deviam limitar-se a dar bom odor, mas têm todos cor (azul marinho, creme alfazema, laranja citrino, etc...) e acabam por manchar a roupa.
Agora há outros com pó de talco ou algodão, mas que deixam a roupa preta... branca.
Já me aconteceu chegar ao trabalho e enfiar mãos cheias de papel higiénico nos sovacos para secar o incómodo, mas claro, por essa ocasião já é tarde demais (se vos parece que este post está a ser escrito por alguém pouco másculo, dêem-me o benefício da dúvida...)
OK, chegámos à boa ideia:
O sexo feminino usa diariamente – e desde tenra idade, a partir do momento em que o pecado de Eva é nelas punição divina vitalícia – pensos higiénicos.
Um dia, lembrei-me: em vez de pôr papel higiénico nos sovacos, porque não pôr outro material absorvente, mas muito mais fino e que tem uma parte gomada para aderir à roupa?
O que vos posso dizer, funciona...


liquidificador

Na sexta feira, comprei um liquidificador. No sábado, fui ao supermercado e enchi a bagageira de fruta variada. Desde o fim de semana, tenho tomado batidos e sumos naturais de três, quatro, cinco peças de fruta de cada vez.

Ontem, passei a tarde com uma desagradável sensação de gases presos, que ia libertando lentamente, sempre que o gabinete estava vago ou conseguia dar uma escapadita até ao corredor vazio.

Hoje à tarde tive uma amostra de diarreia - feita no recipiente adequado, não nas cuecas.

Mas é o suficiente para me perguntar se estou a exagerar na fruta. Ainda apanho uma hipervitaminose!



viva!

Há uma escola primária nas traseiras da minha casa. Enquanto preparava o almoço, ouvi as crianças gritarem, em coro, em uníssono, o meu nome. Eram gritos de vivas, de incitamento, de excitação.
Obviamente que estes berros emocionados e emotivos se dirigiam a um miúdo qualquer com o mesmo nome que eu, mas soube-me bem, mesmo assim, ouvi-los.
Não tive “vivas” suficientes enquanto andava na escola, nem no liceu. Tinha os meus amigos, os meus melhores amigos, e os conhecidos do costume, mas como não era grande jogador de bola nem um aluno excepcional, restava-me pouco para despertar “vivas” nos corações da populaça.
Hoje em dia, preocupo-me mais em ser feliz do que em receber vivas, mas, seja como for, sabe bem ao ego. Até quando é por engano.

eli #4

É curioso dizer isto - e talvez arriscado, porque cometi o erro de dar-lhe o link para o meu LJ - mas a Eli funciona em mim, muitas vezes, como um lenitivo.
É como se todos os meus problemas se sumissem, só de olhar para ela.

(e ela ler isto pode ser contraproducente...)

eli #3

Lembram-se da Eli? Já teve direito a 2 posts mas, como foram em inglês, podem ter-vos escapado – ou achado tratar-se de textos ficcionados. Quanto a descrições físicas dela, remeto-vos para os referidos posts e à tradução dos adjectivos.

Bem, na 2ª feira soube que ela tinha tirado a semana de férias. Claro que tive pena, estou habituado à companhia bem humorada dela. Inúmeras vezes, vimos juntos no comboio de regresso a casa. É a minha ocasional parceira de jogging. Moramos em bairros próximos.

Na 4ªfeira, ela apareceu para cumprimentar a malta e pouco mais.

A colega Kikas (os mais íntimos chamam-lhe “Kiki”, mas eu tinha naturalmente de moldar o diminutivo ao meu jeito) mete-se comigo em relação a ela, quando não sabe o que dizer-me, e desta vez não foi excepção. “A Eli já foi embora”, disse-me, naquele tom de quem esfrega limão nas feridas de outrem enquanto lhe põe a língua de fora.
“É verdade” comentei. “É como um rebuçadinho com que se acena, mas depois se esconde.” Apreciando a argúcia do meu próprio comentário, perguntei-lhe diversas vezes nessa tarde o que fizera com o meu “rebuçadinho.” Aos poucos, esta pergunta foi despertando o interesse e a curiosidade dos demais, aos quais não foi explicado o enigma. Mas, graça puxa graça, e a Kikas, que é Cabo-verdiana, passou a ser o meu “chocolatinho”.

Em dois dias, passei a ter um “rebuçadinho” e um “chocolatinho” no escritório. Espero que a coisa não azede e eu venha a ser crucificado. Assédio sexual escreve-se com menos letras do que se imagina.

Ela a dizer

"... toquei-lhe muitas vezes como amigo..." e eu levantei a vista, porque tinha percebido "... toquei-lhe no mamilo..."

after movie poem

I saw her on the subway
She’d seen the same movie as I
It was only us in the cart
I remembered her leaving the theatre
I had kinda followed her stroll
She moved quite carelessly
But it seemed like on a catwalk

I finally took the nerve
Not the what time is it routine
But did you enjoy the movie we saw
She had liked it very much
And now the company too

Like the pair in the silver screen
I approached her suite
We sat closer to each other
Well now how do you do
Our lips didn’t touch then
But I got her phone number on my pocket
It’s the real thing, I checked

Now we’re gonna watch a movie together
Let’s see where it takes us
Hope to see little of the picture
And get to know a lot more of her
I have only one shot at the gold
Learnt that the hard way
That’s the only way to learn, I guess…

eli #2

She was talking about some guy that seemed very interested in her and which she didn’t seem able to shake off. He was an element from a group of friends she occasionally took coffee with and she was beginning to cancel dates with the group just because he would be there. I laughed and said:

“See, I’m taking a much better approach on things with you. I’ve already conquered your trust and won your confidence. From here on, I’m sure I’ll win all bouts and challenges to your heart, with perseverence and coolness. I’m antecipating you’ll be completely mine in, say, a year and a half...”

She laughed, and it was a pretty sight. She is always a pretty sight.

“Yeah, in a year and a half you’ll be so mine” I pushed on, and laughed too.

For a second there, I felt like saying something else. I felt like looking at her with my most blasé demeanor and just ask, softly as the wind brushes her curly hair from her face: “What do you think, could it take less than that?”

But I just said: “It’s a fairly acceptable estimate, right? A year and a half just passes you by in no time. I can wait that long, what about you?”

She laughed, I laughed, we kept walking, the conversation changing to another light subject, no wonder what it was.

desejos de grávida

Hoje, no escritório, as colegas divertiam-se a contar os desejos que as respectivas mães tiveram enquanto grávidas delas. A mãe de uma tinha desejos por cola de contacto de sapateiro, outra por farturas gordurosas acabadas de fazer...
Eu não tenho desse tipo tipo de memórias. Se calhar devia telefonar à minha mãe a perguntar. Mas o mais certo é ela não perceber a que me refiro. Não temos esse tipo de recordações.

NAMORADAS

... PARA QUE AS QUEREMOS E O QUE FAREMOS SEM ELAS ?

eli #1

Would you ask me if i’d like to make out with her, i’d have to say, huh, yes. She’s cute, she’s sexy, she’s witty. She’s got a smile that flashes right in her eyes and the white teeth inside her glossy lips do look more than invitational.


But would you ask me if i think of her in those terms, my answer would have to be no. Strangely enough, i don’t see her that way. Besides, we’re kinda connecting on a completely different level. I guess she and I began as friends while me and my girlfriend were doing just fine, so i never looked at her as something other than an acquaintance and a colleague. Today, i see her as more than that, but the evolution was towards friendship and never addressed as sexual tension.


sonja #1

"What if we became just friends again?”

Huh?

“You know, let other people in, do different stuff...”

Was I daydreaming or was this my girlfriend’s voice? One thing is for sure, she’s looking at me but in simple quick glances.

“See other people, you know...”

No, I don’t know. Where’s this coming from?

My mouth always tries to buy me time: “What do you mean?”

“I sometimes think... we should give it some time...”

So, this is not in the spur of the moment. She has given it some thought. All in all, it is not a good thing. Or is it?

I try to recall our steps. We’re just returning home from a walk, just windowshopping on a sunday late afternoon, hand in hand. What could have gone wrong since we left home, earlier on?

“Aren’t you happy with me”, I ask. Was there incredulity in my tone? Maybe. I was caught off guard, what do you expect.

“I do, of course I do, it’s just that...”

My face is tightening up. I can fee it. My eyes are becoming glaciars. I can’t help it. My voice flows, but it’s got to have a brain of its own, because mine is not working that fast.

“Sure”, I laugh. “See other people. There’s this girl from work I like...”

Always a joker. That’s what keeps me afloat. Be sarcastic, be sardonic, just don’t let yourself be stepped on. When exactelly did I get inside the Twillight Zone during a bad episode?

“I mean it” she says. “It’s not for you to get upset or anything, we’re not breaking up. I mean, I don’t want you to think thats what I... Oh, forget it.”

Forget it? Right. Like I can. Look, honey, the house has burnt to a cinder, but let’s forget it. We can buy a new one. Live with different people in it, too. But since we’re not breaking up, I guess it’s OK, or something. Or else.

I am not talking any more. I’m silent. I am thinking of three years and seven months of my life. It’s like you’re looking at a piece of paper you just crushed into a ball and you’re wondering if you can iron it back to crisp condition. And if ironing paper isn’t a tricky entreprise.


What now?

My jaws had clenched and not a word could have gotten out of me after that. I was thinking about stuff. Stuff that had to do with love, with money, with the house. I was thinking about this being the beginning of the end, and weather I had seen it coming and just looked the other way...


Monday, March 29, 2010

mãos

Pedi-lhe, põe as mãos nas minhas.


Ela hesitou.


Mas, tentativamente, as suas mãos vieram.



Adoro comprar barato

Primo pela busca incessante nas lojas, pela memorização e comparação mental das propriedades e atributos e sua correlação com o preço, a análise intensiva e pormenorizada, o descartar do artigo mais caro mas de inferior qualidade, a compra final que corresponde exactamente ao que pretendia pagar pelo produto que desejava, ou o mais próximo que consegui dos meus intentos.


Claro que o meu leitor de DVD, vezes sem conta, abre e recolhe automaticamente o tabuleiro de colocação dos discos quando se carrega em “open”, antes de termos tempo de inserir ou retirar o disco, e o comando exige-me que prima várias vezes um determinado botão antes de acordar e obedecer à ordem. É verdadeiramente frustrante e provoca uma irritação sem limites, mas só se fosse picuinhas é que ruminava nisso.


Claro que não vou dizer a marca, mas é o nome do último dinossauro vivo.


É melhor ter Alzheimer que Parkinson:

porque antes esquecer-se de pagar a cerveja do que derramar tudo no chão...



Nada como um bom pecadito para aguçar o bico...

Mais três Pecados para juntar a todos os outros a que ninguém liga se não tiverem aparecido no filme SE7EN. Repitam comigo:

Televisão a mais, NÃO!
Internet a mais, NÃO!
Jornais a mais, NÃO!

A Bíblia é que sim, tantos personagens, tantas histórias, tanta magia. Mas será que já ninguém gosta de obras de ficção, de fantasia, de encanto? Diabo - perdoem a blasfémia -, a Bíblia até está escrita em colunas, como o jornal, para ajudar à ilusão de verdade.

Eu quero é sol para ir pecar para o exterior Quero passear, fazer jogging, ir à praia! Toca a acabar com o pecado da banha e da desformosura. Deus deu-me olhos mas não foi para ver feiura!



dor de cabeça

Sabes aquelas alturas em que te sentes completamente louco? Em que qualquer som te irrita, se te mete pelos ouvidos dentro com se fosse uma broca ou um martelo pneumático e abana tudo o que não consegue despedaçar? Alturas em que te custa tanto aguentar o barulho que tens de tapar os ouvidos com as mãos e de nada adianta, e tentas gritar e o som dos teus berros é a única coisa que não consegues ouvir, porque todos os outros ruídos se lhe metem à frente, ofuscando-o? É em alturas assim que, numa vã tentativa de evitar os sons, se afastam as imagens, escurecendo-se a casa e ficando muito quieto, a imaginar os sítios de onde reconheces aquilo que ouves.


género(s)

As mulheres perguntam-nos: "Faço o teu género?"

Nos dias que correm, sabes lá qual é o teu género. Mamas grandes ou pequenas? Alta ou baixa? Loura, morena, ruiva, negra, índia, indiana ou oriental? Põem-se raparigas de 12 anos em anúncios para atrair mulheres de 20 de 30. Isso faz de ti um pedófilo? Espero que não. No fim de contas, o teu género até pode ser um homem, mas estás tão influenciado pela publicidade que passas a vida com a tua mulher e a perguntares-te o que é que lhe falta.


Once

Once I was the breath of life
My words had meaning
I could change people's minds
I could change the course of rivers
Once I swam with the sharks
They treated me as one of their own
We hunted together
We shared our meals
Once I swam with the dolphins
We had extensive conversations
While we raced the oceans
Now I'm old and gray
I can't even impress this woman
I would trade all my memories
All of my forgotten goals
Just for one kiss
And an eternity of bliss


não me tenho

Ainda agora te deixei e não me tenho de contente.

Só o facto de te ter tocado na concha da mão, quase entrelaçado os dedos nos teus, ter inspirado o fragor dos teus cabelos, ter-te estreitado contra o peito – foi magia. Estás ainda mais linda do que guardava na memória. Toda a beleza é importante, e a tua é total. Amei falar contigo, ouvir-te, sentir cada palavra, saborear-te devagarinho através da pele suada.

Até domingo, estarei nas nuvens.

with music as center

I must have you for a full evening, let’s say until the candles die out in smoke or the sun begins scratching the darkness with its fingernails (whatever comes sooner), so I can take you on a trip of sound, made through hell into heaven. I need you to listen, I need you to know me.

You wanted Frankenstein, I have a whole gallery of monsters. I have the harps of angels, taken from their bare hands, sometimes “with” their bare hands, I keep them in plastic bags, there’s good money for them in the black market.

We will not talk, we will not interrupt, the flow of music will be my voice, my mystery will be solved, if not densed. I’ll be the melodies, but will take no other part in the scenery.

All else is reserved for later, for another place in time, if we so desire. This night is booked for music, nothing else. No distractions allowed, not a kiss will be exchanged, neither feet rubbed, nor harsh beard scratching perfect skin. It will not be about that. It will be about the most ethereal part of us.

When?


beijo

E, finalmente, o beijo. Foi daquelas coisas casuais. Eu vinha a entrar, a sentir-me muito bem, a cumprimentar os presentes, quando de repente a mulher mais linda do mundo aparece a subir umas escadas, vê-me, reconhece-me, e o seu olhar brilha. Era já o mais belo sonho da minha vida, mas não se ficou por aqui. Ao aproximarmo-nos um do outro e trocarmos trivialidades, ela pareceu recordar-se de que havia algo que se perdia de cada vez que estávamos juntos e o meu coração quase parou quando a vi reduzir a distância, bela como os primeiros raios do amanhecer, e o seus lábios começarem a juntar-se num biquinho. Desconheço se fechou os olhos, nessa ocasião já estava demasiado próxima de mim para o perceber. Instintivamente, imitei-a, trocámos dois beijos nas faces e endireitámo-nos. Fui apanhado desprevenido, senão teria aspirado o seu perfume estival e tocado com os lábios na superfície da sua derme, permitido-me sentir a discreta carícia da sua pele suave como pêssego.

A realidade ressurgiu quando a partilha se desfez, mas a empatia não se desvaneceu. Pelo contrário, esvoaçava em nosso redor, qual aura brilhante, dourada e enigmática, plena de energia em estado puro, a disparar endorfinas por todo o nosso sistema nervoso.

Em estado de graça, trabalhei com alegria redobrada, entusiasmo e abnegação. É maravilhoso conhecer-te, e ser alvo do teu sorriso. Nunca desapareças...


Carvão II

Nunca é tarde demais. Conheço o Tempo, ele a mim, andámos às turras toda a minha vida. Exigi-lhe que voltasse atrás, ameacei-o de tornar-se tão lento que perderia o seu poder, rotulei-o de ingrato, de intruso, de perverso. Ordenei-lhe que me trouxesse até ti novamente, que me permitisse conquistar-te antes de morrer, antes de deixar de ser, antes de viver realmente.

Fiz uma aposta com ele, aceitou outra comigo, fizemos um pacto. Não regredi no tempo, guiou-me até ti, sim, mas com a experiência entretanto adquirida, com as rugas que entretanto me fizera, com a certeza de que onde outros perderam eu poderia ganhar, pelo que tinha a oferecer. Eu.

É um jogo cruel, por vezes não chega entregar-se, não chega envolver-se, não chega fechar os olhos. É preciso dar as mãos, entrar pelo olhar do outro, espiar lá dentro, retirar a essência, evidências de maturidade, de estabilidade,de consenso.

É preciso querer.

É uma aposta, mas está tanto em jogo. Quanto mais poderemos sofrer, quanto mais aguentaremos, quais são os nossos limites? Não merecemos realmente um momento de paz, de pureza, de claridade? Não serão os ardis meros obstáculos para valorizarmos mais o prémio final?

Penso nisso. Penso em ti. Quero-te. Não é uma mera aposta. É a minha vida que está em jogo. A morte renego-a, não tem para mim significado, escondeu-se atrás de um servo, não impressiona quando se quer tanto. Todos os esforços valem a pena, todos os estorvos são minúsculos, a eternidade espera-nos.


Carvão

Alma que vagueia pela escuridão, dizes que só fazes mal, que não serves para nada, que só estragas aquilo em que tocas. É possível que assim seja. Mas somos uma incógnita mais para nós mesmos do que para os outros, louco é aquele que tenta descrever-se.

Mas, repara, nem toda a gente procura o pão douradinho e fumegante acabado de sair do forno aquecido, bem cheiroso e saboroso. Há-os também que apreciam o que os outros rejeitam -- o que sabem eles? -- e não te recolhem no colo por piedade, não, mas porque sentem que és muito melhor do que se percebe ao primeiro piscar. Ninguém dá nada pela concha que protege a pérola, mas pela pérola...

Deixa que as minhas mãos te envolvam, te sintam, dá-te a conhecer ao meu tacto, estuda o meu toque, percebe o quanto és querida. Não és só tu quem treme, também eu me arrepio a cada liberdade que me dás sobre a tua pele Arrefece o teu fel, aceita quem vem por teu bem.


Saturday, March 27, 2010

Friday, March 26, 2010

«end child slavery around the world»

Acabar com o trabalho infantil no mundo inteiro? Hmmm... É que ao menos assim sei que não andam na droga ou a fazer desacatos.



Tuesday, March 2, 2010

scar over tattoo

Gosto mais de cicatrizes do que de tatuagens.

A rugosidade nos lábios é excitante. A tinta nem sequer tem sabor.


Monday, March 1, 2010

porno

Gosto de porno, mas os filmes mais profissionais entediam-me de morte. O porno deve ser visceral, com cuspos, tabefes, suor e gemidos. Tem de ser lascivo.

E não há melhor efeito especial do que coisas que desaparecem dentro de vaginas (e anuses).


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