Monday, February 22, 2010

jessica biel drawing

freddy krueger circa 1989

try

...and then i say something wrong. terribly wrong. and i know it's the wrong thing to say, long before it comes out, but i can't help it, it's already too late. maybe, intimately, i have the sick desire to fail. it's so much easier. and don't you just love it when you look about you in complete desperation and all you see is an endless desert of nothingness. you feel calm, you say you brought it on yourself.
you could just as easily pick up your pieces and leave. but maybe you didn't fail. not completely. try another hand. test your luck. do or die.

nos começos

Andava a fazer arrumações digitais e encontrei alguns textos antigos que há muito tempo achava tratar-se de autênticas obras primas. Alguns deles escritos antes de fazer vinte anos.


Comecei a escrever aos onze anos, idade em que cheguei à conclusão de que demorava demasiado contar uma história em banda desenhada e me centrava demasiado nas cenas de pancadaria que encontravam sempre forma de encher os quadradrinhos.


Lembro-me de que os meus primeiros livros eram normalmente sequelas de filmes e de séries de televisão, formas de manter os personagens activos na minha cabeça para além das séries serem descontinuadas e dos filmes desaparecerem no tempo (ainda não tinha sido inventado o VHS, quanto mais o DVD ou o DivX).

apontamentos

retrato

desenhos antigos

Dei com alguns desenhos feitos por mim em computador, verdadeiros sobreviventes de uma tecnologia obsoleta. Feitos no programa paint, em windows 3.1, com o indicador direito no softpad e o polegar no botão esquerdo do rato.

Um pormenor curioso é o facto de as cores serem completamente aleatórias, porque o meu portátil tinha o monitor a preto e branco, sendo as cores escolhidas com base na sua tonalidade de cinza. Só mais tarde fui surpreendido pelas cores escondidas.


Auto-retrato, incompleto para que ficasse parecido, mais pormenores e a aparência adulterava-se, alterava-me.



Era suposto ser a michelle pfeiffer. Sim, ela hoje está diferente. A culpa não é minha, mas da idade.



Steven Spieberg. As cores foram as que calharam, mas, no geral, aconselha-se.


Harvey Keitel em Reservoir Dogs. Reconheço as semelhanças involuntárias com Richard Nixon. Posso não ser bom caricaturista, but i'm not a crook.

quem sou?

Sempre fui cauteloso e tímido em relação ao sexo feminino. Ao ponto de quase perder mulheres que estavam prontas a entregarem-se-me à menor palavra nesse sentido, mas cujo interesse em mim nelas era incapaz de suspeitar. Quase perdi aquelas que se fazem distantes, mas afinal querem apenas regatear a posição dominante. Perdi as presunçosas, não fiz o menor gesto. Não perdi mais nenhuma, para além das que escaparam.


Mas nenhuma me diria tímido, não senhor. Até me atribuiriam títulos de pedante, convencido, inchado. Sou demasiado bom actor, até para o meu próprio bem. Para se ultrapassar a acanhez, cria-se uma persona, desenvolve-se um fato e coloca-se a capa sobre todo o conjunto. Voilá Casanova, Arséne Lupin sem propósitos menos próprios.


Aprumo o bigode que não uso e o mel deixa os meus lábios como abelhas prontas a ferrar a vítima com a seiva da sedução. Já não sei o que digo, mas as tiradas são certeiras, perfeitamente adequadas ao alvo, o scanning é imediato e total, não escapa uma faceta da anatomia e depois trabalho as da indumentária e testo as da personalidade. Gosto de as fazer sentir bem. A verdade é que não peço nada em troca. No último instante, retraio-me sempre, deixo-as à nora, fico à nora. O que estou a fazer, o que pretendo, o que se passa? Sou saltitão, vou e venho, como o assassino que dá vinte facadas mas rodopia entre cada uma, ensaia a dança da alegria em pleno jorro de sangue, e deixo a vítima na falsa segurança de que a última facada já lhe penetrou a carne, quando a lâmina volta sempre a revoltear esfomeada, brilho letal e eternamente insatisfeito, vinte facadas não chegam, mas não chegam para o quê.


Sou um galanteador sem objectivo. Não me compreendo. Todas se sentem cativadas, nenhuma acaba escolhida. Regresso sempre sozinho. Não sei que fim atingi, mas venho enebriado pelo poder sem sentido de criar sorrisos humedecidos e corações pulsantes, peles que não se retraem ao meu toque, almas que se desvelam às minhas dúvidas indiscretas. Sou um cupido cujas flechas não carregam o nome do remetente. Deixo-as levitar mas não as enlaço, não levo nada comigo.


Quem sou?


dicas de nova iorque



Em Nova Iorque, a comida é cara. Se comeres num restaurante, tens sempre de dar 15% de gorjeta, e isso custa (especialmente quando o serviço é simplório); preferi os "salad bars", espalhados pelas grocerie stores da cidade (come-se o que se quer, a $5,95 o lb (sim, é ao peso), e sentado).

O passe de 7 dias para o bus e metro custa tanto quanto ao que aqui pagamos para o mês inteiro.

Cinemas - $10,75 – e ainda nos queixamos de pagar $5 (curiosamente, quem passeia pelas ruas de midtown e aprecia os altos arranha-céus não vê um único cinema: estão localizados em union square, times square e chelsea e são todos multiplexes). Havia alguns filmes em exibição que tb tínhamos cá, mas imensas estreias com que ainda ñ sonhamos: flightplan, the constant gardener, chicken little, etc.

O que me lixou mesmo foi nada ter o preço que vamos pagar. O equivalente ao IVA só é equacionado na caixa, as etiquetas dos produtos nunca correspondem ao que nos sai da carteira.

Mas há outras compensações. Os prédios são magníficos, as ruas estão pejadas de mulheres bonitas (aliás, há 10 milhões de habitantes em NY, e 8 milhões só em Manhattan), os souvenires são baratos.

Mas, ao fim de alguns dias, já se perdeu akela ideia de cidade mundial. Lx é uma cidade cosmopolita e com uma arquitectura moderna. Misturamo-nos maravilhosamente em NY.

Comprem o City Pass. Permite verem inúmeras atracções por metade do preço. Observatório de Empire State (vê-se toda a cidade), MOMA (arte moderna), Guggenheim (obras de remodelação da fachada desfeiaram as fotos, mas tirei algumas, mm assim), Museu de História Natural (os esqueletos de dinossauro são fantásticos, mas as shrunken heads verdadeiras dos índios e a... bem, adorei tudo nesse museu, recomendo-o acima de todos os outros e mais algum - mind blowing!!!!!!!!!!), ir a um porta-aviões feito museu da marinha (o Intrepid) e dar meia volta pelo rio hudson (de midtown east a midtown west e regresso) com passagem pela estátua da liberdade.

o que a sua caligrafia diz de si

A inclinação de sua letra mostra que você parece ser uma pessoa equilibrada, educada. Mas é um pouco “fria” com quem acaba de conhecer. A ligação de sua letra revela raciocínio lógico, dinamismo, método e uma tendência à rotinas. A direção de sua letra indica otimismo, criatividade e impulsividade na realização das tarefas cotidianas. A pressão de sua escrita sinaliza um gasto pequeno de energia nas suas tarefas diárias. uma economia de energia nas suas tarefas diárias. Diz também de seu bom gosto, sensibilidade, e de sua facilidade em sucumbir ao cansaço físico e mental. As áreas valorizadas na sua escrita destacam controle emocional, tolerância, um certo imediatismo e tendência ao comodismo. A forma de sua letra demonstra firmeza, decisão, perseverança e agressividade.

http://istoe.terra.com.br/istoedinamica/testes/grafologia/index.asp

Never Flirt At A Nudist Beach

As Viúvas, Góticas De Outros Tempos

Vestem-se de preto desde que as pragas rogadas aos maridos surtiram efeito. Criticam todos os governos desde o 25 de Abril. Deixaram crescer o bigode e a barba para se parecerem com o James Hatfield, umas com mais sucesso do que as outras. Parecem velhas, mas vivem desde tempos imemoriais. Têm um linguajar próprio e acham-se mães de toda a gente (pelo menos, tratam toda a gente por «filho»). Pululam em pequenas vilas e aldeias piscatórias e têm terror às grandes cidades. Dormem de cabeça para baixo nas caves das suas moradias de uma assoalhada à espera de demolição por ordem camarária.


Se as virem, mudem de passeio. É mais seguro.

Hóquei

Tenho por vezes a sensação de ser a única pessoa que se desvia das outras na rua.

Faço-o de forma inata, sem me interrogar, porque o considero uma regra cívica e de correcção interpessoal. Isto é, até que me aparece pela frente aquela pessoa que faz transbordar o copo. Esta criatura é sempre a mesma, fiel aos seus modos. Encara-me de frente, em indisfarçável desafio, e na sua expressão lê-se a convicção de que é um seu direito intocável caminhar em linha recta. Como o meu hábito de desviar-me não necessita de confirmação individual, é o que faço, mas já com a pulga atrás da orelha.

Esta pessoa funciona como wake up call. Para esse dia, reservo-me o direito da prioridade, e quem se atravessar no meu caminho terá de pagar o preço. E é o que sucede.

O passeio transforma-se num campo de hóquei e a regra é aplacar. Tumb! Tumb! Tumb! O meu ombro é usado constantemente, ocasiões há em que até adopto pose atacante, inclinando o tronco para o adversário e enrijecendo a perna que vai amortecer o impacto.

Esboço um sorriso escarninho de cada vez que a vítima é abalroada e os dentes cerrados chegam a brilhar quando aquela perde o equilíbrio e vacila no seu passo. É a vitória total. Touchdown – a última queixa-se verbalmente e é fulminada pelo meu olhar, quem é que lhe disse que só eu deveria tomar atenção aos obstáculos do trajecto?

É estranho notar que tão poucas pessoas reconhecem que deveriam usar a sua visão periférica para evitarem contactos menos proveitosos deste tipo.

No dia seguinte volto ao normal. Até ver.

Sunday, February 21, 2010

Tic Tac

É sempre um risco, quando se combina um encontro com alguém que não se conhece.

Marca-se o lugar e trocam-se os números de telemóvel para o caso de surgir um imprevisto à nossa ou à outra parte, e espera-se que tudo corra pelo melhor. Enquanto nos deslocamos ao rendez-vous, vamo-nos interrogando sobre o momento em que nos cruzaremos. Será ela parecida com as fotografias que nos enviou, iremos reconhecê-la, irá ela reconhecer-nos, quem chegará primeiro, quem dará o primeiro passo? O que trará vestido, quais serão as suas primeiras palavras, qual o aspecto do seu sorriso, sorrir-nos-á de todo?

Cada um no aconchego do seu lar, umas vezes na sala apenas iluminada pelo candeeiro de mesa, outras aconchegado na cama, trocámos informações vitais, pusemos um pouco de nós em cada texto, demo-nos a conhecer em pequenas medidas bem estudadas. Como iríamos dar-nos face a face? Como decorreria o encontro? Espalhariam pétalas de rosas no nosso caminho e soariam as trombetas, coroando um instante mágico que poderia nunca vir a ser ultrapassado, ou seria um martírio de cortar os pulsos e lamentar que a seiva não corresse mais depressa?

É sempre impossível antever se viríamos a desejar que o encontro durasse para sempre ou não termos aparecido de todo.

Cheguei antes da hora. Por alguma razão, julguei que ela seria pontual, se não se antecipasse também. Escolhi o meu poiso baseado em cálculos matemáticos de posicionamento face ao local específico de encontro, ao espectro do mesmo para minha própria visibilidade e de quem chegasse, também tendo em conta os espaços de sombra existentes em redor.

A princípio, não se liga muito às pessoas, porque ainda é cedo. Fazemos tempo quase sem esforço mental, de tal maneira nos entretemos com o ar que nos toca na pele e a acaricia. Estamos empolgados, não há dúvida nenhuma. Já não podemos fugir, não é que o quiséssemos, e a conjuntura move-se sem necessidade de autorização. Olhamos em redor, vemos quem passa e quem chega, e questionamo-nos «será ela», mas sem urgência.

O arrepio chega quando os ponteiros do relógio se alinham com as estrelas e, a partir daqui, todos os segundos contam. As possibilidades surgem de todos os lados, espreitam por todos os cantos, parecem brotar do próprio chão, das paredes, das árvores. Mantendo a calma, vão-se analisando e descartando todas as candidatas, o perfil pretendido já está seleccionado, é só encontrar aquela que os cumpre à risca, já que foram ditados para ela.

Ao fim de dez minutos, já não estamos tão seguros de nós próprios. Se tivéssemos trazido flores (não somos trouxas), já teríamos esmagado o caule e as flores estariam a sufocar. As mulheres que passam já nos parecem todas iguais, o que é que aquela vestia, qual a cor do cabelo da outra, que altura tinha a última?

Quinze minutos. As flores, se as tivéssemos, já pertenciam ao lixo, de que servem aquelas amostras murchas e atrofiadas. As miúdas que nos olham parecem rir-se de nós e já perdemos há muito a compostura. A única certeza que temos é a de que ela não vai aparecer. O telemóvel, que esteve desde o início ao alcance da vista, servia primeiro para que ela pudesse dizer «já cheguei, onde estás», depois para que tivesse oportunidade de desculpar-se do atraso e justificar-se com um pequeno suspiro, agora já troça de nós e nos comunica que estar desligado era o mesmo.

Vinte minutos. Nem que quiséssemos, não impediríamos os nossos pés de nos afastar daquele local aziago que não nos traz sorte. A mão no telemóvel mantém uma réstia ínfima de esperança de que ainda vibre, toque, uma voz feminina que ignoramos como soará nos diga com um tom convincente que fez todos os esforços para chegar a tempo mas que não devemos retirar-nos, está praticamente a chegar, e as auréolas à volta das axilas e as gotículas no buço a prova de que efectivamente saltou obstáculos para chegar até nós. Nem era necessário ter um salto partido, as calças cheias de lama e a blusa encharcada em suor. Um olhar de gratidão seria o suficiente. «Sei que esperaste, sei que não avisei que me ia atrasar, podemos relevar isso e fazer de conta que estes vinte minutos não existiram?» É quase com voz embargada que dizemos «claro, não foi nada, nem dei pelo tempo a passar».

De queixo enterrado no peito, olhos postos no chão e pontapeando as pedras da calçada, lá me afastei cabisbaixo. Se não tivesse um compromisso inadiável, ao qual ia pedir-lhe que me acompanhasse, quanto mais aguentaria a minha miséria? Não muito, reconheço. Prezo a pontualidade, é uma das minhas pedras de toque. Aviso quando me atraso cinco minutos, espero a mesma gentileza dos outros. Não custa nada. Mostra que se interessam.

Fiquei triste. Às vezes pergunto-me porque não ligo eu, para saber a razão do atraso da outra pessoa? Por uma razão muito simples: se quem está atrasado não se acha no dever de no-lo comunicar, é porque não se rala com isso.

How It All Began

Criei este blog com o intuito de reservar o pseudónimo Anjo de Rapina, se não na APE, pelo menos na blogosfera. Inventei-o quando tinha 13 anos, entre diversos títulos para um livro de contos sobrenaturais. Desde 2005 que o utilizo como nickname no Livejournal.

O blog permaneceu fechado durante 13 meses, sem um único post, acessível apenas a mim.

Isso hoje vai mudar.

Nasci a 11 de Agosto. Isso significa que sou um sonhador e um idealista, e que trabalho bem com outros, porque sou mais persuasivo do que insistente.

Sou muito intuitivo, espiritual e temperamental.

Apesar de inteligente e analítico, provavelmente o meio empresarial não será a minha ostra.

Sou definitivamente criativo.

Estas afirmações não são da minha autoria nem definem o meu carácter. Foram expressas por um programa informático, baseado nas minhas respostas a questões impertinentes e irrelevantes. Não correspondem à verdade. A verdade não se encontra em quizzes, bolinhos da sorte ou horóscopos. Não sei onde se encontra. Nunca a procurei. Sempre que quis dar-se a conhecer, veio ela até mim.

Este texto não é nonsense. É coiso.

Chega por hoje.

Total Pageviews

There was an error in this gadget

Followers

Blog Archive